Empresa prevê aumento de 20% nas simulações de ataque utilizando IA, estratégia fundamental para prever comportamentos e manter a segurança cibernética em ataques reais
São Paulo, Janeiro de 2026 – A segurança da informação, que sempre foi um desafio técnico, tornou-se um pilar estratégico para organizações em um contexto de crescimento dos ataques cibernéticos. De acordo com o relatório Fortinet 2025 Cybersecurity Landscape, 84% das empresas no mundo sofreram ao menos uma violação bem-sucedida no último ano; e mais da metade identificou o ataque por meio de testes proativos. Os dados do relatório reforçam a mensagem de que é preciso mapear eventuais brechas antes que elas sejam identificadas por criminosos.
“Os testes de invasão clássicos (pentests), se consolidaram como uma das práticas mais agudas de medir a resiliência digital ao executar ataques reais contra sistemas, redes e aplicações. Essas experiências permitem identificar vulnerabilidades e, diferentemente de auditorias puramente teóricas, colocam a infraestrutura tecnológica à prova. É como contratar um ladrão ético para mostrar, de forma controlada, por onde um verdadeiro atacante entraria, apontando fragilidades na detecção de tais atividades maliciosas”, explica Fabiano Oliveira, CTO na Nava. “Chegou o momento em que o pentest pode ser completamente executado utilizando ferramentas que integram IA, tornando o teste das defesas muito mais abrangente, profundo, rápido e recorrente”, complementa.
Estão sujeitos à exposição de segurança aplicações web e mobile, dispositivos físicos, como servidores, roteadores e equipamentos IoT, além de toda a infraestrutura de rede corporativa que atendem aos setores industriais, financeiros, varejistas ou de serviços. “Neste contexto em que as simulações se tornaram uma necessidade estrutural das empresas modernas, o crescimento esperado para o setor gira em torno de 20% em 2026, com reflexos no mercado de trabalho”. A Segurança da Informação é apontada como a função com maior demanda de contratação para 2026, de acordo com o Guia Salarial Robert Half 2026.
A execução de um pentest segue etapas estruturadas que envolvem coleta de informações, mapeamento do ambiente, identificação de brechas, simulação de persistência de acesso e validação das correções aplicadas pela equipe interna. Todo o processo é consolidado em um relatório técnico detalhado, que apresenta as vulnerabilidades encontradas, sua criticidade e recomendações priorizadas, orientando decisões estratégicas.
“Em um cenário no qual novos sistemas e integrações surgem continuamente, é inegociável antecipar a identificação de falhas que possam causar prejuízos financeiros, riscos operacionais e reputacionais, além de garantir a proteção de dados sensíveis. Organizações que adotam a prática de maneira recorrente aumentam sua capacidade de reação, reduzem custos com incidentes e criam um ambiente mais sólido para inovar”, ressalta o executivo.